Cidade do Vaticano, 19 de Janeiro de 2017 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que a intenção de Martinho Lutero era “renovar” a Igreja e não a divisão que se lhe seguiu, durante um encontro com uma delegação ecuménica da Finlândia.
“A intenção de Martinho Lutero, há 500 anos, era renovar a Igreja, não dividi-la”, assinalou, evocando a celebração conjunta que decorreu na cidade sueca de Lund, em Outubro de 2016.
Segundo o Papa, o verdadeiro ecumenismo baseia-se na “conversão comum a Jesus Cristo”.
Depois de 50 anos de diálogo oficial entre católicos e luteranos, assinalou, foi possível “expor claramente as perspectivas” em que existe acordo e despertar um “arrependimento sincero” pelas culpas recíprocas.
“Ao fazer isto, como cristãos não estamos mais divididos, mas estamos unidos no caminho rumo à plena comunhão”, sustentou.
O Papa deixou votos de que os cristãos consigam unir-se para dar vida a “gestos concretos de serviço, de fraternidade e de partilha”.
Cristãos de todo o mundo celebram desde quarta-feira a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, evocando em 2017 os 500 anos da reforma protestante, iniciada por Martinho Lutero.
As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja copta, do Egipto, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igrejas Ortodoxas); no século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra (Anglicana).